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Metodologia Ágil: A Mãe dos Dragões ou Todas as Metodologias Flexíveis

A história do Agile remon­ta à pub­li­cação do Man­i­festo para o Desen­volvi­men­to Ágil de Soft­ware”, que con­siste em 12 fun­da­men­tos em 2001. Sem dúvi­da, cer­tas con­fig­u­rações da abor­dagem Ágil já havi­am apare­ci­do antes dis­so, mas ape­nas este doc­u­men­to sis­tem­ati­zou e as colo­cou de tal for­ma que eram sufi­cientes para uso. Ano após ano, novas empre­sas, espe­cial­is­tas em TI e ger­entes de pro­je­to aderem ao Man­i­festo. Novos méto­dos e ver­sões do sis­tema de desen­volvi­men­to ágil surgem.

O que é a metodolo­gia ágil?

Agile é um mod­e­lo de desen­volvi­men­to inter­a­ti­vo no qual o soft­ware é cri­a­do incre­men­tal­mente des­de o iní­cio de um pro­je­to, em con­traste com os mod­e­los em cas­ca­ta onde o códi­go é entregue ao final do ciclo de trabalho.

A metodolo­gia flexív­el é basea­da em dividir pro­je­tos em peque­nas partes opera­cionais chamadas histórias de usuário. De acor­do com as pri­or­i­dades, as tare­fas são resolvi­das em cur­tos cic­los de duas sem­anas (iter­ações).

Os 12 princí­pios que con­stituem a Metodolo­gia Ágil podem ser resum­i­dos em 4 ideias principais:

  • Pri­or­i­dade para pes­soas e comu­ni­cação sobre fer­ra­men­tas e processos;
  • Pri­or­i­dade para um pro­du­to fun­cional sobre doc­u­men­tação abundante;
  • Pri­or­i­dade para colab­o­ração com clientes sobre con­fir­mação de contrato;
  • Pri­or­i­dade para estar pron­to para mudanças sobre seguir o plano inicial.


Méto­dos iner­entes ao Ágil:

Scrum

O ter­mo Scrum foi empresta­do do rug­by, onde essa palavra sig­nifi­ca o méto­do de jogo de equipe na for­ma de três lin­has for­madas por cada adver­sário ten­tan­do agar­rar a bola. Para um rea­gru­pa­men­to bem-suce­di­do, não ape­nas uma boa condição físi­ca é essen­cial – cada jogador no scrum deve agir em con­jun­to com os out­ros, com uma clara com­preen­são do objetivo. 

Esse méto­do é uti­liza­do com suces­so por empre­sas como Microsoft, Yahoo e Siemens Health­care. Um ger­ente de pro­je­to da Ama­zon até descreveu um caso de intro­dução do Scrum com base na exper­iên­cia adquirida.

Como o Scrum é uma estru­tu­ra para desen­volvi­men­to, cada exem­p­lo que segue pode diferir do anterior.


Jeff Suther­land, autor do livro Scrum. A Arte de Faz­er o Dobro do Tra­bal­ho na Metade do Tem­po”, desta­cou 8 pas­sos para uti­lizar a metodologia:

  1. Sele­cione o pro­pri­etário do pro­du­to que está ciente do obje­ti­vo do pro­je­to e do resul­ta­do esperado.
  2. Orga­nize uma equipe — de até 10 pes­soas com habil­i­dades necessárias para cri­ar um pro­du­to operacional.
  3. Nomeie o Scrum mas­ter que irá super­vi­sion­ar o fluxo de tra­bal­ho do pro­je­to e aju­dar a equipe do pro­je­to a enfrentar desafios.
  4. Ela­bore o prod­uct back­log — para cada req­ui­si­to do pro­du­to, esta­beleça pri­or­i­dades no quadro Ágil. Neste proces­so, o papel do pro­pri­etário do pro­du­to é essen­cial, pois ele cole­ta solic­i­tações para o pro­du­to para que a equipe de back­log as avalie.
  5. Agende sprints (iter­ações) — frag­men­tos de tem­po para com­ple­tar cadeias definidas de tarefas.
  6. Orga­nize encon­tros diários de quinze min­u­tos — per­gunte a cada mem­bro da equipe 3 per­gun­tas: o que ele fez ontem, o que ele fará hoje, o que impede a real­iza­ção da tarefa.
  7. Faça revisões das partes opera­cionais do pro­du­to — envol­ven­do as partes inter­es­sadas nes­sas revisões.
  8. Real­ize ret­ro­spec­ti­vas — dis­cussão de prob­le­mas com bus­ca de soluções após cada sprint. Imple­mente o plano de mod­i­fi­cação resul­tante no sprint seguinte.

Ret­ro­spec­ti­va em Ágil


O Scrum tem 4 ele­men­tos chave:

  • Prod­uct Back­log — lista de req­ui­si­tos para o projeto 
  • Sprint Back­log — lista de req­ui­si­tos a serem cumpri­dos na próx­i­ma sprint 
  • Sprint Goal — propósi­to da sprint
  • Sprint Burn­down Chart — o dia­gra­ma que é atu­al­iza­do à medi­da que as tare­fas avançam sendo com­ple­tadas. Ele facili­ta a com­preen­são da dinâmi­ca e do nív­el de avanço da equipe no projeto.

Pro­gra­mação Extrema (XP)

Kent Beck, o desen­volve­dor des­ta metodolo­gia, criou um méto­do de pro­gra­mação extrema volta­do para aten­der aos req­ui­si­tos voláteis de pro­du­tos de soft­ware e mel­ho­rar a qual­i­dade do desenvolvimento.

É aplicáv­el ape­nas na área do desen­volvi­men­to de soft­ware e é basea­do em 4 processos:

  1. cod­i­fi­cação — de acor­do com os padrões comuns de lay­out da equipe;
  2. testes — os testes são basi­ca­mente cri­a­dos pelos pro­gra­madores antes de escr­ev­er um códi­go que será testado;
  3. plane­ja­men­to — tan­to para a com­pi­lação final quan­to para iter­ações sep­a­radas. Estas últi­mas ocor­rem a cada duas sem­anas em média.
  4. audição — tan­to de desen­volve­dores quan­to de um cliente, para elim­i­nar pon­tos obscuros e definir req­ui­si­tos e valores.


Méto­dos Crystal

Essa família de metodolo­gias desen­volvi­da por Alis­tair Cock­burn, um dos autores do Man­i­festo para o Desen­volvi­men­to Ágil de Soft­ware”, é pouco con­heci­da em alguns domínios locais de geren­ci­a­men­to de pro­je­tos. Cock­burn ofer­ece a clas­si­fi­cação por cores, basea­da em um critério como o número de pes­soas em uma equipe: 2 (Crys­tal Clear) a 100 (Crys­tal Red). As cores Mar­rom, Azul e Vio­le­ta são atribuí­das a pro­je­tos de maior escala.

Os pro­je­tos Crys­tal devem con­for­mar-se a 3 car­ac­terís­ti­cas básicas:
  1. entre­ga ráp­i­da do códi­go opera­cional — ideia em evolução para o mod­e­lo iter­a­ti­vo no desen­volvi­men­to ágil.
  2. mel­ho­ria através da reflexão — uma nova ver­são de soft­ware é apri­mora­da com base nas infor­mações sobre a ver­são anterior.
  3. inter­ação osmóti­ca” — ino­vação de Alis­tair, uma metá­fo­ra para comu­ni­cação e tro­ca de infor­mações entre desen­volve­dores de soft­ware den­tro de uma mes­ma sala.

Essa família de metodolo­gias é descri­ta em detal­h­es no livro Crys­tal Clear: A Human-Pow­ered Method­ol­o­gy for Small Teams” de Alis­tair.


Méto­do de Desen­volvi­men­to de Soft­ware Dinâmi­co (DSDM)

Não ape­nas uma úni­ca pes­soa, nem mes­mo uma equipe, mas um con­sór­cio de 17 empre­sas britâni­cas tra­bal­hou no desen­volvi­men­to do DSDM. Assim como a pro­gra­mação extrema, o DSDM é uti­liza­do pre­dom­i­nan­te­mente para a cri­ação de software.

O con­sum­i­dor final (usuário) desem­pen­ha um papel espe­cial no proces­so de desen­volvi­men­to. Este princí­pio fun­da­men­tal é com­ple­men­ta­do pelos seguintes princí­pios básicos:

  • lança­men­tos fre­quentes das ver­sões opera­cionais do produto 
  • autono­mia dos desen­volve­dores na toma­da de decisões
  • testes ao lon­go do ciclo de trabalho.
O DSDM é sub­di­vi­di­do em ver­sões que são atu­al­izadas à medi­da que as tec­nolo­gias se desen­volvem e novos req­ui­si­tos de desen­volvi­men­to de soft­ware apare­cem. Atual­mente, a mais recente é o DSDM Atern, lança­da em 2007, emb­o­ra a ante­ri­or (de 2003) ain­da este­ja em uso.

No iní­cio, a equipe con­sid­era a via­bil­i­dade de desen­volver um aplica­ti­vo e seu escopo de uso. Em segui­da, o tra­bal­ho é divi­di­do em três cic­los interconectados:

  1. ciclo de mod­e­lo fun­cional — cri­ação de doc­u­men­tos analíti­cos e protótipos.
  2. ciclo de design&engenharia — colo­can­do um sis­tema em operação.
  3. ciclo de imple­men­tação — implan­tação do sistema.


Desen­volvi­men­to Ori­en­ta­do a Recur­sos (FDD)

Essa metodolo­gia surgiu até antes do Man­i­festo para o Desen­volvi­men­to Ágil de Software”.
Emb­o­ra o FDD tam­bém empregue o mod­e­lo de iter­ação de desen­volvi­men­to, ele difere do Agile nos seguintes aspectos:

  • maior atenção à mod­e­lagem inicial 
  • sig­nificân­cia aumen­ta­da (com­para­do com o Agile) na elab­o­ração de relatórios e gráficos 
  • a metodolo­gia é pro­je­ta­da para desen­volvi­men­to corporativo.

O Desen­volvi­men­to Ori­en­ta­do a Recur­sos con­siste nas seguintes fas­es cíclicas:

  1. Crian­do um mod­e­lo ger­al — visão do pro­je­to com base em dados preliminares.
  2. Desen­vol­ven­do uma lista de pro­priedades — semel­hante ao back­log do pro­du­to na metodolo­gia Scrum.
  3. Plane­jan­do por pro­priedades — a com­plex­i­dade das pro­priedades é avali­a­da por cada mem­bro da equipe.
  4. Para cada pro­priedade — design téc­ni­co e imple­men­tação – a fase final após a qual a pro­priedade se funde ao pro­du­to, e o ciclo se repete.

Desen­volvi­men­to de Soft­ware Lean

O Desen­volvi­men­to de Soft­ware Lean é um con­jun­to de princí­pios de geren­ci­a­men­to enx­u­to (em vez de uma metodolo­gia) que visa aumen­tar a efi­ciên­cia do proces­so de desen­volvi­men­to e min­i­mizar custos.

Esse con­jun­to inclui os seguintes 7 fundamentos:

  1. elim­i­nar per­das — tudo que não agre­ga val­or ao pro­du­to para o con­sum­i­dor final.
  2. treina­men­to con­tín­uo —o desen­volvi­men­to con­tín­uo de uma equipe aprimo­ra as pos­si­bil­i­dades de real­iza­ção efi­ciente das tarefas.
  3. toma de decisões o mais tarde pos­sív­el — pri­or­i­dade é dada a soluções delib­er­adas que são bem desen­volvi­das e baseadas no con­hec­i­men­to adquiri­do, em vez de soluções espontâneas.
  4. entre­ga ráp­i­da — esse é basi­ca­mente o princí­pio fun­da­men­tal do mod­e­lo iterativo.
  5. for­t­alec­i­men­to da equipe — um dos fun­da­men­tos do Man­i­festo…” afir­ma que as pes­soas e suas inter­ações são mais impor­tantes que os proces­sos e fer­ra­men­tas. Uma equipe de pro­je­to é a mel­hor garan­tia para a con­clusão bem-suce­di­da das tarefas.
  6. inte­gri­dade e qual­i­dade —é necessário faz­er um pro­du­to orig­i­nal­mente de alta qual­i­dade para não des­perdiçar tem­po e recur­sos em testes e elim­i­nação de bugs posteriores.
  7. visão da imagem agre­ga­da — um pro­je­to não pode ser frag­men­ta­do em partes sep­a­radas sem enten­der o sta­tus atu­al do desen­volvi­men­to, bem como os propósi­tos, con­ceitos e estraté­gias do soft­ware desenvolvido.


Ver­sões das metodolo­gias de desen­volvi­men­to ágil

Mod­e­lagem Ágil (AM)

A Mod­e­lagem Ágil é um con­jun­to de val­ores, fun­da­men­tos e práti­cas para mod­e­lagem de software.
AM é usa­da como um ele­men­to em metodolo­gias de desen­volvi­men­to de soft­ware com­ple­tas — por exem­p­lo, em pro­gra­mação extrema ou Desen­volvi­men­to Rápi­do de Aplicações.

A Mod­e­lagem Ágil tem as seguintes car­ac­terís­ti­cas fundamentais:
  • inter­ação efi­caz entre as partes inter­es­sadas do projeto;
  • bus­ca desen­volver uma solução o mais sim­ples pos­sív­el de todas as pos­síveis, que aten­derá a todos os requisitos;
  • rece­bi­men­to con­tín­uo de feedback;
  • cor­agem para tomar decisões e ser respon­sáv­el por elas;
  • perce­ber que você sabe abso­lu­ta­mente tudo.


Proces­so Unifi­ca­do Ágil (AUP)

AUP é uma ver­são sim­pli­fi­ca­da de out­ra metodolo­gia de desen­volvi­men­to de soft­ware — Proces­so Unifi­ca­do Racional (RUP). Des­de 2012, foi sub­sti­tuí­do pelo Entre­ga Ágil Dis­ci­plina­da (DAD), mas AUP ain­da está pre­sente aqui e ali.
Scott Ambler, o autor da metodolo­gia, desta­cou os seguintes pon­tos chave no Proces­so Unifi­ca­do Ágil:
  • Sua equipe sabe o que faz;
  • A sim­pli­ci­dade vem primeiro.
  • Con­formi­dade aos fun­da­men­tos da metodolo­gia de desen­volvi­men­to flexível.
  • Foco em ativi­dades valiosas para o projeto.
  • Inde­pendên­cia na escol­ha de ferramentas.
  • Con­fig­u­ração per­son­al­iza­da do AUP para requer­i­men­tos de um pro­je­to específico.


Méto­do de Dados Ágil (ADM)

ADM é um con­jun­to de metodolo­gias de desen­volvi­men­to de soft­ware iter­a­ti­vo que enfa­ti­za a for­mação de req­ui­si­tos e soluções em um pro­je­to por meio da colab­o­ração de difer­entes equipes. Assim como a AUP, essa metodolo­gia tam­bém não é autossuficiente.

O princí­pio do Méto­do de Dados Ágil é definido por seis fundamentos:
  1. Dados — a base para a cri­ação de qual­quer aplicativo.
  2. Prob­le­mas em um pro­je­to — eles podem ser detec­ta­dos ape­nas se o obje­ti­vo e o con­ceito do pro­je­to forem bem compreendidos.
  3. Gru­pos de tra­bal­ho — além da equipe bási­ca de desen­volve­dores, exis­tem gru­pos empre­sari­ais que apoiam out­ros gru­pos de trabalho.
  4. Sin­gu­lar­i­dade — não existe metodolo­gia per­fei­ta, por­tan­to cada pro­je­to requer fer­ra­men­tas de difer­entes metodolo­gias que devem ser combinadas.
  5. Tra­bal­ho em equipe — o tra­bal­ho con­jun­to é muito mais efi­ciente do que a ativi­dade individual.
  6. Pon­to ide­al” — bus­ca por uma solução óti­ma de um prob­le­ma (“pon­to ide­al”) evi­tan­do extremidades.

Proces­so Unifi­ca­do Essen­cial (EssUP)

Foi desen­volvi­do por Ivar Jacob­son, um cien­tista sue­co, para mel­ho­rar o Proces­so Unifi­ca­do Racional.


EssUP uti­liza o con­ceito de práti­ca que inclui:

  • cenário de uso — descrição do com­por­ta­men­to de um sistema.
  • desen­volvi­men­to em iter­ações — cri­ação de peças opera­cionais do códi­go em cic­los cur­tos den­tro de algu­mas semanas.
  • práti­cas de equipe — voltadas para unir a equipe e aumen­tar sua eficiência.
  • práti­cas pro­ced­i­men­tais — por exem­p­lo, Pense glob­al­mente, comece pequeno” ou Envol­va partes inter­es­sadas em proces­sos de negócios”.
De uma for­ma ou de out­ra, todas as práti­cas estão pre­sentes nas metodolo­gias RUPCMMI, assim como na metodolo­gia de desen­volvi­men­to flexível.

Real­i­dade (GR)

Essa é uma metodolo­gia efi­caz para star­tups e equipes ini­ci­ais, que sug­ere o máx­i­mo uso de car­ac­terís­ti­cas especí­fi­cas iner­entes a pequenos pro­je­tos e empre­sas, como mobil­i­dade, flex­i­bil­i­dade, bus­ca por novas soluções, ausên­cia de uma hier­ar­quia rígi­da e con­fusa, etc. 
Jason Fried e David Hans­son, fun­dadores da empre­sa 37signals (atual­mente Base­camp), defini­ram Get­ting Real como um sis­tema para resolver tare­fas pos­síveis, que é incriv­el­mente sim­ples, com­preen­sív­el e funcional.

O GR é uma mis­tu­ra de uma dúzia de fer­ra­men­tas de desen­volvi­men­to ágil que são usadas para min­i­mizar o seguinte:

  • alter­na­ti­vas
  • opções e configurações
  • estru­tu­ra da empresa
  • reuniões
  • promes­sas.
Esse con­ceito extra­ordinário não se tornou main­stream, emb­o­ra alguns de seus ele­men­tos ten­ham se fun­di­do em out­ras metodologias. 

OpenUP (OUP)

Esta é uma metodolo­gia de desen­volvi­men­to de soft­ware inde­pen­dente de fer­ra­men­tas e livre de estru­tu­ra rígi­da, que ofer­ece as seguintes práticas:

  • medir a veloci­dade de oper­ação da equipe;
  • realizar reuniões diárias e ret­ro­spec­ti­vas após a con­clusão das iterações;
  • con­ceito de micropas­sos e testes ante­ci­pa­dos uti­lizan­do checklists;
  • metodolo­gia de Desen­volvi­men­to Guia­do por Mod­e­los Ágeis (AMDD).
Essas práti­cas são real­izadas com base em qua­tro princípios:

  1. rec­on­cil­i­ação de inter­ess­es e alcance da visão comum no tra­bal­ho em conjunto;
  2. mel­ho­ria con­tínua através de feed­back contínuo;
  3. foco na arquite­tu­ra da apli­cação em está­gios ini­ci­ais para min­i­mizar riscos;
  4. max­i­miza­ção do val­or para o con­sum­i­dor final.




Indi­cadores Ágeis

Dada a diver­si­dade de fer­ra­men­tas, práti­cas, méto­dos e metodolo­gias ágeis, pre­cisamos escol­her um instru­men­to que nos ajude a deter­mi­nar como cada um deles é eficaz.
Métri­c­as são usadas como tal instrumento.

Para a maio­r­ia dos pro­je­tos, essas 4 cat­e­go­rias de métri­c­as serão suficientes:

  1. Pro­du­tivi­dade — ela se jun­ta às métri­c­as de Veloci­dade e WIP. A primeira não se ade­qua a todos os pro­je­tos, uma vez que o número de tare­fas real­izadas por iter­ação é medi­do, mas as iter­ações não são iguais. A métri­ca Work-in-Progress define o lim­ite de tare­fas em difer­entes fas­es: quan­to maior ela é, pior vai;
  2. Pre­visão — a métri­ca de Capaci­dade, que con­siste em deter­mi­nar o número de horas per­feitas disponíveis na próx­i­ma sprint. De acor­do, é pos­sív­el enten­der a quan­ti­dade de tem­po disponív­el para o tra­bal­ho, o grau de efi­ciên­cia na real­iza­ção das tare­fas, bem como plane­jar a quan­ti­dade de tare­fas para uma sprint;
  3. Qual­i­dade — por exem­p­lo, o índice de esta­bil­i­dade dos req­ui­si­tos que é cal­cu­la­do pela fór­mu­la = (Total de req­ui­si­tos orig­i­nais de negó­cios + Número de req­ui­si­tos alter­ados pelo tem­po dado + Número de req­ui­si­tos adi­ciona­dos + Número de req­ui­si­tos sub­traí­dos) / (total de req­ui­si­tos orig­i­nais). Essa métri­ca é usa­da para deter­mi­nar a quan­ti­dade de tem­po gas­to em re-tra­bal­ho de tarefas;
  4. Val­ores — essa métri­ca é com­puta­da indi­vid­ual­mente em cada caso, depen­den­do do for­ma­to do pro­je­to. Por exem­p­lo, na start­up AirBnb, o número de fotos de alta qual­i­dade baix­adas foi escol­hi­do como uma métri­ca deter­mi­nan­do o val­or final do pro­du­to para os usuários. À medi­da que esse número aumen­ta­va, o número de usuários cres­cia em proporção.
As regras aplicáveis às métri­c­as são as mes­mas que as para out­ras fer­ra­men­tas Ágeis.

Não existe uma métri­ca úni­ca que seja uni­ca­mente cor­re­ta e rel­e­vante para seu projeto.


As métri­c­as devem ser revisadas con­tin­u­a­mente, as desat­u­al­izadas devem ser sub­traí­das, e novas devem ser adi­cionadas con­forme necessário. Deve ser com­preen­sív­el e acessív­el para toda a equipe sem que se trans­forme em um obje­ti­vo em si. Métri­c­as ape­nas por métri­ca são uma má solução.



Mitos: Agile

A pop­u­lar­i­dade da metodolo­gia de desen­volvi­men­to flexív­el trouxe algu­mas difi­cul­dades, e mitos sobre cer­tos aspec­tos do Agile podem ser vis­tos até mes­mo em por­tais espe­cial­iza­dos. Vamos esclarecê-los!

Mito nº 1: Agile serve para todos os projetos.

Esse é o equívo­co mais asserti­vo. Ape­nas um úni­co méto­do ágil por si só não adi­cionará val­or ao pro­du­to, nem moti­vará a equipe.

Mito nº 2: Agile des­fa­vorece a documentação.

A metodolo­gia de desen­volvi­men­to ágil não des­fa­vorece a doc­u­men­tação, ela nega a doc­u­men­tação como um obje­ti­vo em si. Quan­do se tra­ta de sele­cionar a doc­u­men­tação como um meio de comu­ni­cação, o Agile real­mente favorece a comu­ni­cação pessoal.

Mito nº 3: Agile e plane­ja­men­to são incompatíveis.

Esse mito é con­tes­ta­do por even­tos de plane­ja­men­to diário com reuniões de 10 min­u­tos, bem como pelo plane­ja­men­to de iter­ações que ocor­rem a cada duas sem­anas, reuniões de sprint etc.

Mito nº 4: Agile requer muito retrabalho.

A metodolo­gia de desen­volvi­men­to ágil pre­vê retra­bal­ho em duas for­mas: retra­bal­ho de req­ui­si­tos (os usuários desco­brem o que real­mente pre­cisam) e retra­bal­ho de soft­ware (equipes de desen­volve­dores encon­tram maneiras mel­ho­radas de escr­ev­er e pro­je­tar aplica­tivos). Mas isso tam­bém ocorre em out­ras metodolo­gias! Além dis­so, uma novi­dade do Agile como o mod­e­lo de iter­ação serve para reduzir a influên­cia neg­a­ti­va do retrabalho.



Van­ta­gens e desvan­ta­gens do Agile em uso

Van­ta­gens:

  1. envol­ven­do as partes inter­es­sadas — a equipe se tor­na mais capaz de enten­der os req­ui­si­tos do cliente. Além dis­so, a entre­ga ráp­i­da e fre­quente de soft­ware aumen­ta a con­fi­ança das partes inter­es­sadas na equipe do pro­je­to e tor­na o envolvi­men­to no pro­je­to mais profundo.
  2. entre­ga ante­ci­pa­da e pre­visív­el — o mod­e­lo de desen­volvi­men­to basea­do em iter­ação (em perío­dos cur­tos que vari­am de 1 a 6 sem­anas) pro­por­ciona flex­i­bil­i­dade e impul­siona o lança­men­to do produto.
  3. foco no val­or do negó­cio — a colab­o­ração com o cliente asse­gu­ra que a equipe com­preen­da como tornar o pro­du­to extrema­mente valioso para o consumidor.
  4. mel­ho­ria con­tínua da qual­i­dade — testes durante cada iter­ação, com a divisão da com­pi­lação final em partes sep­a­radas do códi­go opera­cional, facili­tam a mel­ho­ria e a elim­i­nação de erros de soft­ware antes do lança­men­to do pro­du­to final.

Desvan­ta­gens:

  • exigên­cias rig­orosas para a equipe e clientes — sem inter­ação próx­i­ma entre a equipe do pro­je­to e os usuários, não é pos­sív­el garan­tir o lança­men­to de um pro­du­to de alta qual­i­dade e de alto val­or. Além dis­so, as inúmeras fer­ra­men­tas e méto­dos ágeis pre­veem que a equipe deve ser expe­ri­ente para a dev­i­da introdução.
  • não ade­qua­do para ter­ce­i­riza­ção e para pro­je­tos onde os par­tic­i­pantes inter­agem ape­nas online.
  • o risco de que a ver­são final do soft­ware nun­ca seja lança­da — sur­preen­den­te­mente, essa desvan­tagem surge de van­ta­gens ágeis como desen­volvi­men­to iter­a­ti­vo e mel­ho­ria con­tínua do produto.
  • ele fal­ha sem uma visão clara dos obje­tivos de negó­cios do pro­je­to — uma vez que uma equipe ágil é guia­da pelas partes inter­es­sadas, é impos­sív­el desen­volver um pro­du­to sem uma meta e con­ceito clara­mente definidos.

Apli­cações

Nem todos os serviços ou pro­gra­mas de geren­ci­a­men­to de pro­je­tos servem para um geren­ci­a­men­to de pro­je­tos basea­do em Agile, porque cada um deles tem suas car­ac­terís­ti­cas específicas. 

Se o seu negó­cio é uma agên­cia de marketing&publicidade, design, seo ou dig­i­tal, você pode usar o serviço SaaS da Work­sec­tion para que toda a equipe tra­bal­he nele. Até ago­ra, temos recomen­dações da COXO Dig­i­tal, Roy­al ® Adver­tis­ing e Prozorro.

Aqui estão algu­mas dicas para con­fig­u­rar o Agile no Worksection:

  1. con­fig­ure tags e sta­tus necessários para o tra­bal­ho na sua empre­sa. Os sta­tus podem ser: em anda­men­to, ver­i­fi­cação, con­cluí­do, retra­bal­ho necessário, críti­co, recur­sos, paga­men­to dev­i­do. As tags fre­quente­mente são: lay­out, teste, pro­dução, con­ceito, código.
  2. crie o back­log do pro­je­to e o sprint do projeto.
  3. crie tare­fas e lis­tas de ver­i­fi­cação pre­lim­inares, esboços etc. no backlog.
  4. durante os encon­tros, deter­mine as tare­fas do sprint e trans­fi­ra-as do back­log para o sprint. 
  5. use o aces­so de con­vi­da­dos dos clientes às tare­fas para que você ten­ha sem­pre um feed­back coor­de­na­do e rel­e­vante sobre o projeto. 
  6. mar­que as pes­soas respon­sáveis nas tare­fas para que cada cole­ga sai­ba sua área de respon­s­abil­i­dade e se sin­ta envolvi­do no resul­ta­do do sprint.




Vered­i­to

Dev­i­do à metodolo­gia de desen­volvi­men­to de soft­ware ágil, peque­nas equipes de pro­je­to alcançam máx­i­ma efi­ciên­cia. O Agile se real­iza através de out­ros méto­dos flexíveis como Scrum, XP, Lean, etc.

Ele não pode ser implan­ta­do às pres­sas, por uma equipe inex­pe­ri­ente, den­tro de um cur­to espaço de tem­po,
mas quan­do intro­duzi­do, o Agile mel­ho­rará a inter­ação entre TI e negó­cios, incen­ti­vará o lança­men­to de pro­du­tos no mer­ca­do e agre­gará val­or ao pro­du­to para o con­sum­i­dor final. 





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